Luís de Camões: Primeiro Ano das Comemorações Oficiais
No termo do primeiro ano das comemorações dos 500 anos do nascimento de Camões, justifica-se fazer um breve balanço. O que aconteceu ao longo deste período? Até que ponto foram alcançados os objetivos traçados?
Houve exposições, concertos musicais, palestras, ciclos de debates, presença na comunicação social. Procurámos levar as comemorações a públicos variados: universidades e outras entidades científicas, bibliotecas, escolas, municípios, associações cívicas e culturais. Num plano diferente, tivemos ainda Camões no Metro de Lisboa e do Porto, por exemplo.
Mas as Comemorações oficiais tiveram também lugar fora de Portugal. Ocorreram no Brasil, desde logo. Neste âmbito, merece destaque o ciclo de palestras que ocorreu no Rio de Janeiro, no Real Gabinete Português de Leitura, ao longo de 12 meses, sempre associado a espetáculos (musicais e outros).
Ao mesmo tempo, por intermédio do Camões, I.P., a efeméride vem alcançando forte impacto nas cátedras e leitorados de português, através de colóquios, palestras e realizações artísticas. Na cidade cabo-verdiana da Praia foi há dias inaugurada uma Exposição com o sugestivo título de “Luís de Camões: o futuro do passado”.
Em abril, na Sede da Unesco (em Paris), tínhamos já promovido uma outra Mostra, que trazia Camões até às realidades do nosso tempo.
Na próxima “newsletter”, que deverá ser publicada ao longo da segunda quinzena de setembro, falaremos de projetos que se encontram em curso e em preparação.
Vamos continuar sob o signo da figura e da obra de Luís de Camões, do muito que representam para o nosso património, para a importante causa da poesia, para a língua portuguesa e para as diferentes culturas que a têm por base.
José Augusto Cardoso Bernardes
(Comissário-geral)