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Lírica e Cartas

Século XVI: primeiras edições

Rhytmas

(1595)

Quinze anos após a morte de Camões, numa época em que não era habitual a edição de poesia lírica, o livreiro Estêvão Lopes publica uma recolha de 150 composições atribuídas ao poeta. As poesias encontravam-se dispersas por cancioneiros manuscritos e surgem acompanhadas por textos introdutórios. “Sei conhecer o preço do que dou”, afirma o editor ao dedicar estas Rhytmas a D. Gonçalo Coutinho, fidalgo da casa de Marialva.

Rimas

(1598, Pedro Craesbeeck, Lisboa)

As Rimas foram bem recebidas. Dois anos depois, já Estêvão Lopes tratava de obter licença para uma segunda edição, que viria a sair em 1598. Uma busca aturada no Reino e na Índia permitiria a inclusão de mais 65 poemas inéditos, para além de três cartas em prosa.

Rimas

(1607, Domingos Fernandes, Coimbra)

Em 1607, Domingos Fernandes coloca a edição das Rimas sob a proteção da Universidade de Coimbra, alegando que Camões foi “filho de Coimbra, discípulo e amigo da Universidade”.

Século XVII

Rimas Varias

(1685 e 1689, Comentadas por Manuel de Faria e Sousa)

Manuel de Faria e Sousa (1590-1646) declara ter consagrado boa parte da sua vida ao estudo das obras de Camões, que considerava ser o “Principe dos poetas das Espanhas”.

Comentou e publicou Os Lusíadas (Madrid, 1639). Trabalhou também nos comentários às Rimas Varias. Esta edição viria a público por intervenção de seu filho, Pedro de Faria e Sousa, pós a morte do pai.