Celebrar 500 anos de nascimento de Luís de Camões é um ato de vontade. A decisão de assinalar a efeméride foi tomada pelo Governo de Portugal, criando uma Estrutura de Missão.
Procurando interpretar essa vontade, a Estrutura empenhar‑se‑á em mobilizar a comunidade nacional. Através de iniciativas de vária natureza, terá também em vista as portuguesas e os portugueses que vivem fora do seu país. Todas e todos reconhecem no poeta um fator de união e na sua obra uma base de identidade profunda.
Os ecos de Luís de Camões (1525-1580) passam de geração em geração. São memória e criam memória. São património e fazem parte da cultura viva. O poeta é a figura mais agregadora da cultura portuguesa.
No seu perfil inconfundível e através de alguns dos seus textos, o poeta torna-se familiar na Escola. Quando se tem entre 14 e 16 anos, decoram-se versos de sonetos e de redondilhas; fica-se a saber quem é Inês de Castro, o Velho do Restelo, o Adamastor. Trava-se conhecimento com Baco, Vénus e outras entidades da mitologia latina, que o escritor reinventou. Sonha-se com a ilha dos amores e vive-se a esperança na Humanidade melhor que nela se representa.